SÃO LUÍS

São João do Maranhão

O São João do Maranhão é do povo.

Em junho, praças e ruas ganham vida com bumba-meu-boi, tambor de crioula, cacuriá e muita comida típica.

Este artigo faz parte do guia de passeios em São Luís, com todas as experiências da cidade. Para entender a cidade, veja o guia de São Luís.

Aqui o período junino é diferente das festas tradicionais vistas pelo Brasil. Além dos grandes shows, temos uma variedade enorme de manifestações culturais, comida típica para todos os gostos e muita valorização do artesanato. No São João maranhense, o protagonismo é do povo, que faz tudo acontecer.

2019

Bumba-meu-boi vira Patrimônio Imaterial da Humanidade (UNESCO)

+100

grupos de bumba-meu-boi em cinco sotaques

Deslize para o lado

OrigemComidasBumba-meu-boiOutras dançasFestejosPerguntas

A origem da festa

As festas juninas chegaram no período colonial, quando os portugueses trouxeram as celebrações a Santo Antônio, São João e São Pedro. Elas também têm ligação com a agricultura: marcam o fim do período chuvoso e o começo da colheita.

No Maranhão, essas festas foram ressignificadas pelas populações negras e indígenas, e o resultado são manifestações extremamente ricas.

o que provar

Comidas juninas

A comida junina do Maranhão é marcada pela diversidade. Além dos pratos de milho, são comuns pratos como vatapá, torta de caranguejo e de camarão e arroz de cuxá.

De milho

  • Bolo de milho
  • Pamonha
  • Canjica
  • Mingau de milho
  • Mungunzá
  • Chá de burro

E mais

  • Vatapá
  • Torta de caranguejo
  • Torta de camarão
  • Sururu
  • Arroz de cuxá
  • Arroz Maria Isabel
  • Paçoca de carne de sol

o maior símbolo

Bumba-meu-boi

Quando se fala em São João do Maranhão, a gente já pensa no bumba-meu-boi, reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO em 2019. O ciclo da festa tem os ensaios, o batismo, as apresentações públicas e a morte do boi.

A história do auto do boi

Tudo começa numa fazenda, com um casal de escravizados: Catirina e Pai Francisco. Grávida, Catirina tem desejo de comer a língua do boi favorito do patrão.

Para atender ao desejo da esposa, Pai Francisco mata o boi, e a fazenda fica em comoção. O patrão, enfurecido, vai atrás do casal, que busca ajuda com curandeiros. Com rituais, eles conseguem ressuscitar o boi.

Os personagens são Pai Francisco, Mãe Catirina, o boi, o amo do boi, índias, vaqueiros, caboclos e cazumbas.

Os cinco sotaques

São mais de 100 grupos, divididos em cinco sotaques principais:

1

Matraca Ritmo rápido, com matracas e pandeirões.

2

Zabumba Ritmo mais lento e pesado, marcado pela zabumba, o tambor-onça e os maracás.

3

Orquestra Mistura percussão com instrumentos de sopro e de corda.

4

Baixada Ritmo cadenciado, com pandeirões menores.

5

Costa de mão Os pandeirões são tocados com as costas das mãos.

além do boi

Outras danças

No estado tem muitas outras manifestações, e cada uma tem sua história.

Patrimônio do Brasil

Tambor de Crioula

Dança circular feminina, com canto e tambores, em devoção a São Benedito. As coreiras dançam ao som das toadas, ritmadas pelos tocadores. Surgiu no século XIX, herança viva dos ancestrais africanos, e é símbolo de resistência, fé e ancestralidade afro-brasileira. Não é só no São João: em São Luís tem tambor de crioula o ano todo, e a Casa do Tambor de Crioula, inaugurada em 2018, é parada obrigatória.

Patrimônio do Maranhão

Cacuriá

Uma das danças mais alegres do São João maranhense, em duplas que formam uma roda, com contato corporal, troca de olhares e risos soltos. Nasceu da tradição das Caixeiras do Divino Espírito Santo, com inspiração no carimbó, e é tocado com caixas. Nos anos 70, Seu Lauro estruturou a dança, e nos anos 80 sua aprendiz, Dona Teté, criou seu próprio grupo e levou o cacuriá para os palcos do Brasil.

Interior e sul do estado

Quadrilha Junina

A maior expressão do São João nordestino. No Maranhão tem força especial no interior, principalmente no sul, onde movimenta comunidades inteiras. Os concursos têm meses de preparação, cenografia, figurinos, coreografias e enredos que vão muito além do casamento na roça, e muitos grupos maranhenses já se destacaram em competições pelo Nordeste.

Herança lusitana

Dança Portuguesa

Celebra o legado português na cultura maranhense, com trajes inspirados em Portugal, giros sincronizados, passos firmes e palmas, ao som de músicas como o fado e o vira. Homenageia as raízes e reafirma o orgulho da mistura que forma o Maranhão.

Afro-indígena

Dança do Coco

Manifestação de forte influência afro-indígena, com ritmo cadenciado. Dançada em roda, com passos firmes e repetidos, palmas e cantos.

Sertão

Dança do Boiadeiro

Homenageia a vida dos vaqueiros e trabalhadores do campo, celebrando o sertão. Tem estética rural e som conduzido por instrumentos típicos do forró.

Influência ibérica

Dança do Lelê ou Péla Porco

Ritmo intenso e canto forte, em roda ou em filas, com influência ibérica no uso de violões e flautas.

Festejos de São Pedro e São Marçal

28 para 29 de junho

Festejo de São Pedro

Na Capela de São Pedro, no bairro da Madre Deus. Em seguida tem a procissão marítima.

30 de junho

Festa de São Marçal

Aqui também se celebra um quarto santo, São Marçal, com festa no bairro João Paulo.

O São João do Maranhão é religiosidade, arte e resistência. É a celebração de um povo que preserva suas raízes com orgulho e recebe de braços abertos gente do mundo inteiro. Viva o São João do Maranhão!

Perguntas frequentes

Onde acontecem os arraiais?

Em São Luís, os arraiais acontecem em vários pontos da cidade. E tem festa no estado inteiro.

Como chegar aos arraiais?

De carro, de ônibus ou de aplicativo.

Quando é o São João do Maranhão?

O mês de junho inteiro, com arraiais em vários pontos de São Luís.

Os arraiais são pagos?

A maioria é gratuita, promovida pelo Governo do Estado e pela Prefeitura.

O que é sotaque de bumba-meu-boi?

É o estilo de cada grupo, com ritmo e instrumentos próprios. São cinco principais: matraca, zabumba, orquestra, baixada e costa de mão.

Onde ver tambor de crioula fora de junho?

Em São Luís tem tambor de crioula o ano todo. A Casa do Tambor de Crioula, no Centro, é parada obrigatória.

Onde vejo a programação?

Nas páginas oficiais da Prefeitura e do Governo do Estado.

Continue a viagem

Deslize para o lado

Vem viver experiências incríveis no Maranhão comigo através dos perfis no Instagram: